Entenda o papel essencial da biotina, vitamina B7, no metabolismo celular, na síntese de queratina e na manutenção da pele, dos cabelos e das unhas. Descubra sinais de deficiência, indicações e benefícios da suplementação.
A biotina, ou vitamina B7, é essencial para o funcionamento adequado das células. Ela participa de importantes reações metabólicas ligadas à produção de energia celular e à síntese de componentes fundamentais para a manutenção da pele, dos cabelos e das unhas.
Por atuar em funções do organismo que apoiam unhas e cabelos saudáveis, a biotina é frequentemente associada à beleza. No entanto, sua principal função biológica é garantir que as células tenham energia suficiente para crescer, se renovar e funcionar adequadamente. Ou seja, ela ajuda sim a manter unhas e cabelos saudáveis e com boa aparência, mas é importante entender de que forma isso acontece.
Neste artigo, vamos explorar como a biotina atua no organismo, seus impactos nos tecidos de rápido crescimento, grupos com maior risco de deficiência, eficácia dos cosméticos com biotina e benefícios da suplementação.
Leia até o final e saiba mais.
O que você vai aprender neste artigo:
- Como a biotina (vitamina B7) age no organismo
- Como a biotina contribui para a saúde dos cabelos
- O papel da biotina na pele
- A importância da biotina para as unhas
- Fatores de risco para a deficiência de biotina
- Sinais da deficiência de biotina e níveis de gravidade
- Quais são os benefícios da suplementação de biotina?
- Cosméticos com biotina: eles podem ajudar?
- Conclusão
- FAQ – Perguntas frequentes sobre biotina
Como a biotina (vitamina B7) age no organismo
A biotina atua como cofator de um grupo de enzimas chamadas carboxilases, que participam diretamente do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Elas são essenciais em diversos processos:
- Produção de energia nas células: garante o aporte energético necessário para o metabolismo;
- Síntese de ácidos graxos: essenciais para a formação das ceramidas que compõem a barreira da nossa pele;
- Metabolismo de aminoácidos: fornece suporte para a construção de proteínas estruturais;
- Formação de novos componentes celulares: auxilia na reparação e desenvolvimento dos tecidos;
- Renovação de tecidos de crescimento rápido, como pele, cabelos e unhas: eles apresentam intensa renovação celular e dependem de nutrientes que favoreçam a multiplicação e o funcionamento adequado das células, como a biotina.
Como a biotina contribui para a saúde dos cabelos
É possível que você já tenha ouvido afirmações como: “a biotina deixa os cabelos bonitos”, “a biotina ajuda a não cair cabelo”, etc. Mas o quanto disso tem fundamento?
Os fios de cabelo são formados principalmente por queratina, uma proteína produzida pelos folículos capilares. A biotina contribui para o metabolismo dos aminoácidos utilizados na síntese dessa proteína. Além disso fornece suporte energético para as células que estão na matriz do folículo capilar, que apresentam uma intensa atividade metabólica.
Assim, quando existe uma deficiência de biotina, a saúde e o aspecto dos cabelos podem ser impactados. Entre os sinais visíveis desse desequilíbrio metabólico podemos destacar:
- Queda de cabelo;
- Afinamento dos fios;
- Redução da velocidade de crescimento;
- Cabelos mais frágeis.
Se uma nutrição deficiente em biotina estiver provocando essas manifestações capilares, a correção dos níveis dessa vitamina permite que o folículo capilar volte a funcionar adequadamente e os cabelos cresçam saudáveis novamente.
O papel da biotina na pele
A pele está constantemente se renovando, o que exige uma intensa produção de novas células. Nesse contexto, a biotina é importante por favorecer o metabolismo energético e a síntese de lipídios que ajudam a formar a barreira cutânea, responsável por reduzir a perda de água e proteger a pele contra agentes nocivos externos.
Assim, a biotina participa indiretamente da proteção e da manutenção da hidratação da pele. Quando os níveis de biotina no organismo estão muito baixos, podem se manifestar problemas de pele como:
- Ressecamento;
- Dermatites;
- Descamação, principalmente ao redor do nariz, dos olhos e lábios.
A importância da biotina para as unhas
Associar a biotina a unhas fortes e bonitas também é comum. Mas porque isso acontece? As unhas, assim como os cabelos, dependem da produção constante de queratina para sua formação.
A biotina contribui para o metabolismo de aminoácidos utilizados na síntese da queratina e auxilia a atividade das células responsáveis pela formação das unhas. Assim, ela favorece a resistência das unhas, tornando-as menos vulneráveis à quebra.
Estudos mostram que pessoas com unhas frágeis podem apresentar melhora da espessura e redução da quebra após alguns meses de suplementação com biotina, especialmente quando havia uma deficiência nutricional prévia.
Ou seja, a associação entre biotina e unhas fortes tem uma base científica, mas é sempre importante avaliar todo o contexto. Afinal, existem diversos fatores que podem levar alguém a ter unhas frágeis e quebradiças, além da deficiência de biotina.
Fatores de risco para a deficiência de biotina
A deficiência de biotina não é comum em pessoas com uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis. Ainda assim, alguns contextos podem favorecer a queda nos níveis desse nutriente no organismo, tornando alguns grupos mais vulneráveis à carência desse nutriente:
Gestantes:
Durante a gestação há um aumento natural da quebra metabólica da biotina e também da excreção urinária. Esses fatores, somados à alta demanda do feto em desenvolvimento, pode levar uma carência de biotina.
Pessoas com doenças intestinais:
Algumas doenças intestinais prejudicam a absorção adequada de micronutrientes, entre eles a vitamina B7. Síndrome do Intestino Irritável, doença de Crohn ou doença celíaca são alguns exemplos de condições que podem elevar o risco de deficiência de biotina.
Pessoas em uso prolongado de anticonvulsivantes:
Alguns medicamentos dessa categoria podem inibir o transporte intestinal da biotina e acelerar a sua degradação no fígado.
Pessoas em uso prolongado de antibióticos:
O uso contínuo de antibióticos de largo espectro reduz a microbiota intestinal comensal, responsável por sintetizar parte da biotina endógena.
Pessoas com deficiência de biotinidase:
Trata-se de uma alteração genética hereditária que impede a reciclagem do nutriente no organismo, aumentando o risco de deficiência.
Pessoas com consumo frequente de clara de ovo crua:
A clara crua contém a proteína avidina, que se liga fortemente à biotina no trato digestivo e impede sua absorção.
Sinais da deficiência de biotina e níveis de gravidade
Carências leves ou subclínicas nem sempre aparentam sintomas visíveis imediatamente. É com a evolução para quadro moderados ou severos que podem surgir manifestações físicas e até neurológicas, com diferentes graus de intensidade. Entre os principais sinais de deficiência, destacamos:
Sinais de carência moderada a severa de biotina:
- Queda de cabelo (alopecia);
- Fios finos, fracos e quebradiços;
- Unhas fracas e com fácil descamação;
- Pele ressecada e dermatite eritematosa.
Sintomas de carência severa:
- Fadiga e falta de energia;
Sintomas neurológicos graves:
- Parestesia (sensação de formigamento ou dormência nas mãos e pés);
- Letargia;
- Hipotonia muscular;
- Alterações de humor;
- Depressão e alucinações;
- Quadros convulsivos (em quadros congênitos severos).
Quais são os benefícios da suplementação de biotina?
Quando existe uma deficiência confirmada ou uma necessidade aumentada, a suplementação pode ser recomendada por um profissional da saúde. Por isso, ao notar algum sintoma que possa ser associado à deficiência de biotina, como queda de cabelo ou descamação das unhas, o melhor é consultar um médico ou nutricionista.
Se houver indicação, a suplementação de biotina pode trazer diversos benefícios:
- Auxiliar na redução da queda de cabelo relacionada à carência nutricional;
- Apoiar o crescimento saudável dos fios;
- Melhorar a resistência e espessura das unhas;
- Contribuir para a manutenção e recuperação da barreira cutânea;
- Apoiar o metabolismo energético celular e combater a fadiga;
- Diminuir os níveis de glicemia de jejum, colesterol total e triglicerídeos, conforme demonstram estudos metabólicos recentes.
Vale lembrar que a qualidade do suplemento é muito importante para sua segurança e eficácia. A Biotina Cycles faz parte de uma linha de suplementos em gotas desenvolvidos por nutricionistas e produzidos com altíssima tecnologia. Com alta concentração de nutrientes em apenas 1 gota, trazem maior comodidade na hora do consumo, o que ajuda a fazer da suplementação um hábito totalmente integrado à rotina.
Cosméticos com biotina: eles podem ajudar?
Justamente pelo fato de que a biotina é um nutriente associado à saúde e beleza dos cabelos, existe uma grande oferta de produtos como xampus, condicionadores, máscaras e tônicos capilares, que trazem essa vitamina em sua composição. Mas será que a aplicação tópica dessa vitamina traz benefícios?
Para responder a essa pergunta, temos que avaliar o que a ciência nos mostra. Do ponto de vista dermatológico, a biotina é uma molécula hidrossolúvel (solúvel em água). Portanto, sua capacidade de penetrar no estrato córneo da pele ou de ser absorvida diretamente pela haste capilar é muito limitada.
Até o omento, a literatura científica não apresenta evidências consistentes de que o uso de cosméticos contendo biotina consiga acelerar o crescimento dos fios ou fortalecer a estrutura do cabelo ou das unhas. A ação biológica real da biotina ocorre de dentro para fora: a vitamina precisa circular na corrente sanguínea para atuar como um cofator enzimático na matriz do folículo capilar e na lâmina ungueal, como a unha é chamada cientificamente.
Conclusão
A biotina, ou vitamina B7, é fundamental para o metabolismo celular e para a renovação contínua dos tecidos. Por essa razão, ela é relevante no intenso processo de renovação das unhas, dos cabelos e da pele.
Sua atuação na produção de energia e no metabolismo de proteínas e gorduras, ajuda pele, cabelos e unhas a se manterem saudáveis e funcionais. Isso faz com que a biotina seja uma vitamina comumente associada à beleza.
Quando existe deficiência desse nutriente, manifestações como queda de cabelo, afinamento dos fios, fragilidade das unhas e ressecamento da pele podem acontecer. Nesses casos, a suplementação oral de biotina, nas dosagens recomendadas por médico ou nutricionista, podem reestabelecer a qualidade desses tecidos e restaurar sua função e aparência normais, como indicam diversos estudos. Por outro lado, não há evidência científica de que o uso de cosméticos que contêm biotina exerça o mesmo efeito de um aporte nutricional sistêmico.
A suplementação também pode ser indicada em contextos que aumentem o risco de se desenvolver uma carência de biotina. A gestação e o uso prolongado de antibióticos são alguns exemplos.
A fama da biotina como aliada de cabelo e unhas fortes, além da pele saudável, tem base científica. Mas é necessário buscar orientação individualizada, com médico ou nutricionistas, para que a suplementação seja a mais adequada às suas necessidades.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre biotina
1 – O que a biotina faz no organismo?
A biotina (vitamina B7) atua como cofator de enzimas que participam do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Ela é essencial para a produção de energia nas células, para a síntese de uma proteína chamada queratina e para a renovação de tecidos de crescimento rápido, como pele, cabelos e unhas.
2 – Tomar biotina faz o cabelo crescer mais rápido?
Não. Em pessoas que já possuem níveis adequados de biotina no organismo, os estudos científicos não demonstram benefícios significativos da suplementação para acelerar o crescimento dos fios. No entanto, em casos de deficiência já instaurada ou de necessidade aumentada os benefícios podem ser sentidos.
3 – Quem tem mais risco de ficar com a biotina baixa?
Entre os principais grupos com maior risco de desenvolver deficiência de biotina, podemos destacar: gestantes, pessoas em uso prolongado de anticonvulsionantes ou antibióticos, pessoas com determinadas condições genéticas e pessoa que consomem, de forma frequente, clara de ovo crua.
4 – Por que o uso de anticonvulsivantes ou antibióticos pode afetar a biotina?
Alguns anticonvulsivantes inibem a absorção intestinal e aceleram a degradação da vitamina no fígado. Já o uso prolongado de antibióticos de largo espectro reduz a microbiota intestinal saudável, diminuindo a produção endógena de biotina pelas bactérias do bem.
5 – Por que comer clara de ovo crua pode causar deficiência de biotina?
A clara de ovo crua contém uma proteína chamada avidina. Ela se liga à biotina no trato gastrointestinal, impedindo que a vitamina seja absorvida pelo organismo. O consumo frequente de clara crua pode, portanto, levar à deficiência.
6 – Meu cabelo cai muito e minhas unhas quebram fácil, é deficiência de biotina?
Depende. Tanto a queda de cabelo quanto a fragilidade das unhas podem ser causadas por diversos fatores, entre eles, a deficiência de biotina. Se esses sintomas são persistentes, o melhor é procurar orientação médica especializada para avaliar as causas e, se houver realmente uma deficiência, orientar a suplementação.
7 – Quais são os sintomas neurológicos da deficiência severa de biotina?
Em quadros de deficiência severa de biotina podem surgir parestesia (formigamento e dormência nas extremidades), fraqueza muscular (hipotonia), letargia, depressão, alucinações e distúrbios de coordenação motora.
8 – Xampu com biotina funciona para fazer o cabelo crescer?
Não. Não existem evidências científicas consolidadas de que o uso tópico de biotina em xampus, condicionadores ou tônicos seja efetivo para penetrar no folículo ou alterar o crescimento capilar. A ação biológica da biotina exige absorção sistêmica e atuação no metabolismo celular interno.
Sobre este artigo:
Este artigo foi elaborado pela equipe editorial da Cycles Nutrition. Todas as informações são baseadas em pesquisas científicas revisadas por pares
Fontes bibliográficas:
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8. Trüeb, R. M. (2016). Serum Biotin Levels in Women Complaining of Hair Loss. International Journal of Trichology, 8(2), 73–77. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4989391/